O dia em que eu vir um artigo ou uma matéria na imprensa brasileira que tenha uma abertura dessas … esquece… nunca vou ver isso
do Gideon Rachman, no FT, publicado em 29 de março:
Somewhere in the attic I have a home-made poster of 12 old European currencies that I assembled, in a fit of nostalgia, just before they were all made obsolete by the appearance of the euro at the stroke of midnight on December 31 2001.
The old notes have portrayals of real people and places on them; the Greek drachma bears a picture of the ruins of Olympia, the French franc a portrait of Paul Cézanne. The euros that replaced them are decorated with buildings that look vaguely European but actually correspond to nowhere in particular.
It always struck me that the imaginary designs on the euro notes said something about the fragile identity that underpins the single European currency. If Europeans could not even agree on common symbols and shared heroes, would they really be able to agree on common policies and shared sacrifices when the going got tough?
Aí, seus chatos, não quero discutir a tese em si não. É só pelo brilhantismo da formulação. Brincadeirinha, comenta aí, vai, qualquer coisa


Quando nossa moeda papel tinha cara de gente, com heróis, diplomatas, ex-presidentes, a inflação era das bravas. Depois, passamos a ter bichos ainda vivos e em extinção ou com riscos de e ainda tínhamos inflação. Das altas. Agora temos, na cara (frente), o “Deus Seja Louvado” e a figura da República. E na coroa(verso), os bichos ainda vivos, em extinção e os em risco de. E parece que temos menos inflação do que em todas as anteriores. Contudo, não sabe-se das intenções reais e/ou imaginárias de união para defender a República e os bichos. Nem do contrário. Embora durante o Cruzado, surgiram milhões de fiscais. Lembram?
The euros that replaced them are decorated with buildings that look vaguely European but actually correspond to nowhere in particular.
Se lá as cédulas são coleções impressas dos imaginários de uma Europa que de fato não existe em nenhum lugar, fiquei imaginando como poderia ser o equivalente no design de cédulas comuns na África. O que se poderia comprar com um tarzan, um leopard man, um phatom, um bandar, um hero, um capeto (recuso-me escrever “devil”)?
Não liga não Arranhaponte, esses ianques são uns tangas-frouxa!
Att
Oburrocrata
nossa, brilhante. genial a formulação, realmente impossível de se pensar em qualquer coisa ainda que perto disso escrita por um brasileiro. idiota.
Alguém aqui já reparou que estamos no Brasil e nem todo mundo fala inglês, não reparou??
Aliás, muitos aqui neste País nem falam o devido Português!!
Really?!
what is “o devido português”?
[]’s
Onde estão os post’s anteriores a 2010?
Liz,
realmente brilhante o texto, mas eu acho que a construção de heróis, mitos e a construção simbólica leva mais tempo que a construção de uma comunidade com poder centralizador. Aos poucos os símbolos serão estabelecidos e daí as notas podem ser revistas. Ou as atuais podem adquirir seus valores intrínsecos.
Mas a matéria é realmente muito bem escrita.
bjs
# 5, 6 e 7
Na qualidade de leitor esporádico do blog, não me incomoda nem um pouco, vez por outra, me deparar com textos em inglês. Agora o que me deixa subindo pelas paredes é ver amiúde na blogosfera tupiniquim, zelosos macaquitos traduzindo canhestramente para o português expressões inglesas, resultando em aberrações tais como: diz volume (speaks volume), operativo político (political operative) e por aí vai. O português tem um baita “pedigree”, merece um pouco mais de respeito.
Pior ainda, imagina quais cenários imaginários poderiam vir novas notas do Real.. Já que a Fazenda decidiu adotar o modelo de nota “Euro” como para as novas notas, espero que as minhas notas de 10 reais não tenha um desenho de um pandeiro…
Correção: “(…) imagina quais cenários imaginários poderiam vir NAS novas notas(…)”