Eu sabia que alguma coisa de interessante sairia do Encontro de Blogueiros Progressistas, mas o pessoal se superou. Por acaso, li, via A mão visível, a “redação inicial da declaração final” da reunião. Dois trechos me deixaram comovido. O primeiro é bonitinho:
“A blogosfera é produto dos esforços de pessoas independentes das corporações de mídia, os blogueiros progressistas, designação que alude a àqueles que, além de seus ideais humanistas, ousaram produzir o que já se tornou o primeiro meio de comunicação de massas autônomo. Contudo, produzir um blog independente, no Brasil, ainda é um ato de heroísmo porque não existem meios sólidos de financiamento para exercer a atividade profissionalmente, ou seja, obtendo remuneração.”
É sempre ridículo quando a palavra blogosfera é usada sem nenhum traço de ironia, mas o ridículo se torna grotesco quando se diz que “a blogosfera é produto dos esforços de pessoas independentes das corporações de mídia, os blogueiros progressistas”. Quer dizer que a blogosfera só inclui os “blogueiros progressistas”? Se o blogueiro é conservador, reacionário ou umbandista, ele não faz parte da blogosfera?
Mas o melhor é quando os blogueiros progressistas sugerem que querem é passar o pires. “Produzir um blog independente, no Brasil, ainda é um ato de heroísmo porque não existem meios sólidos de financiamento para exercer a atividade profissionalmente, ou seja, obtendo remuneração”. Fiquei com dó. Será que a TV Brasil não topa fazer o Blogueiro Esperança? É um modo de arrecadar dinheiro para esses verdadeiros heróis do Brasil, os blogueiros progressistas. Eu doaria uma grana. Afinal, é melhor pedir do que roubar.
Um trecho mais adiante, porém, deixa claro que eles não querem esmola. Os sujeitos são realmente ambiciosos:
“Reivindicamos a elaboração de políticas públicas que incentivem a veiculação de publicidade privada e oficial remuneradas nos blogs, bem como outras formas de financiamento que efetivamente viabilizem essa forma de comunicação representada pela blogosfera progressista, de maneira que possa ser produzida por qualquer cidadão que disponha de competência para explorar seu potencial econômico e comercial, exatamente como fazem os meios de comunicação de massas tradicionais com amplo apoio do Estado por meio de fartas verbas públicas que, com freqüência, são repassadas sob critérios meramente políticos e que ignoram a orientação constitucional que determina pluralidade na comunicação do país.”
É isso aí. Reúna dois ou mais progressistas brasileiros numa sala e a possibilidade de que eles aprovem um documento pedindo grana do Estado é próxima de 100%. Pode ser por meio de eufemismos, como “a elaboração de políticas públicas que incentivem a veículação de publicidade privada e oficial nos blogs”. Será que eles querem que o BNDES financie os blogs? Ou esperam pela capitalização direta do Tesouro? Quer ser blogueiro independente? Vá à luta, consiga patrocínio. Até blog tem que depender da mão amiga do Estado? Vão querer o Bolsa Blogueiro?
Talvez seja tudo inveja minha. O Torre de Marfim dificilmente pode ser enquadrado como blog progressista. Não vamos receber nenhum centavo. Mas não vou perder a esperança. Quem sabe se apoiarmos a eleição do Hélio Costa em Minas Gerais, da Rosana Sarney no Maranhão e do Netinho em São Paulo nós viramos progressistas?


“É sempre ridículo quando a palavra blogosfera é usada sem nenhum traço de ironia”.
E eu que só tinha atentado ao “progressista”…
Cheio de falácias do espatalho e ad hominem. Primeiro, ‘blogueiro’ é um nome, substantivo. ‘Progressista’ é adjetivo. Quando você levanta a falácia do espantalho, perguntando se ‘blogueiro conservador’ não é blogueiro, você só pode estar usando drogas, porque em nenhum momento se disse ou se insinuou que o único tipo classificável de blog é o tipo ‘progressista’. Ou é isso ou você não entende português. Progressista é isso: http://pt.wikipedia.org/wiki/Progressismo
Sobre o segundo trecho, sinto muito, mas você precisa de aulas de interpretação. Não se fala em nenhum momento sobre verbas públicas para blogs. O que se fala é: (…) uma elaboração de políticas públicas que incentivem a veiculação de publicidade ***privada*** e oficial remuneradas nos blogs, bem como outras formas de financiamento (…)exatamente como fazem os meios de comunicação de massas tradicionais com amplo apoio do Estado por meio de fartas verbas públicas que, com freqüência, são repassadas sob critérios meramente políticos e que ignoram a orientação constitucional que determina pluralidade na comunicação do país.
O próprio texto condena verbas públicas. Nos EUA, existem 4 grandes maciços conglomerados de comunicação que empatam em horario nobre: CBS, NBC, ABC e Fox News. Lá não existe concessão ou qualquer tipo de ‘ajuda’ do governo. Por exemplo, o BNDS emprestou em caráter de urgência para a Globo e Band.
“A liberdade da internet é ainda maior que a liberdade de imprensa, na medida em que a imprensa compreensiva do rádio e da televisão se define como serviço público sob regime de concessão ou permissão, ao passo que a internet se define como instância de comunicação inteiramente privada.” (Ministro do STF, Ayres Britto)
Quando você tem uma mercado livre de idéias, como acontece nos EUA, aonde uma emissora (Fox News), mesmo após 1 ano de governo Obama, investiga se ele ainda é um muçulmano-comunista-nazista que não tem certidão americana, você pode ter uma competição em que não existe o mesmo alinhamento editorial entre canais.
Aqui no Brasil, o poder da informação está concentrado na mão de poucos que, muitas vezes, tem o mesmo alinhamento editorial.
A internet é verdadeiramente privada, pois a produção é barata e tão acessível quanto uma TV.
Ah, mas nao eh surpresa. Essa eh a nata intelectual brasileira.
Mas veja bem, ainda existem absurdos maiores, como:
Interrogar sobre a pertinência da existência de trabalho assalariado não tem a ver com modelo pronto de “realidade socialista no futuro”. Trabalho escravo não é aceitável em si. Trabalho assalariado é?
Vamos analisar a premissa da sua comparação:
“Trabalho escravo não é aceitável em si”. Você parou pra pensar em quão a-histórica, idealista e descontextualizada é essa frase? “Em si” quer dizer em sua própria essência, em si mesmo, fora de qualquer história. Quando é que o trabalho escravo passou a ser “inaceitável” mesmo? Desde sempre? Me consta há menos de 150 anos — anteontem, portanto– ele era aceitável pra bastante gente, aqui, aí e alhures.
É óbvio que isso não torna o trabalho escravo algo menos imoral. Só torna a categoria de “aceitável” uma categoria pobre para se analisar relações políticas.
Marx ou um marxista que honrasse as calças jamais diria “os trabalhadores querem tomar o poder porque o trabalho assalariado é inaceitável”. Disse e diriam: “os trabalhadores querem tomar o poder porque querem o que é seu, porque não querem ser explorados, porque lhes interessa quebrar as algemas, porque querem arrancar-lhe de volta à burguesia o que a burguesia lhes roubou”.
Isso é da ordem do INTERESSE MATERIAL e é totalmente diferente do “aceitável”.
Trocando no mais miúdo que eu consigo: até que você nos mostre uma sociedade pós-capitalista onde o trabalho assalariado foi abolido e as coisas funcionaram de forma “aceitável”, a inaceitabilidade dele não é um teste ao qual você possa submeter a opção política de ninguém. A aceitabilidade ahistórica não é uma categoria pela qual eu, por exemplo, possa pautar nada–afinal de contas, como bom marxista, tento me pautar pelo mundo real, as relações reais dadas, dentro das quais, até agora, o trabalho assalariado tem sido parte da equação.
Isso quer dizer que eu pressuponha que ele sempre será parte da equação, que ele é parte irremovível do “horizonte”? Não. Eu sei ou sou capaz de imaginar o que tomaria o seu lugar nesse horizonte, caso ele fosse abolido? Não.
Mas sei uma coisa: se esse substituto for algo que valha a pena, mesmo, ele é por definição, hoje, da ordem do inimaginável.
Much more here: http://www.formspring.me/IdelberAvelar
Se até o Cirque du Soleil consegue, porque não tu, Matamoros.
eles tinham que pleitear algum cascalho também para os leitores, principalmente os que têm asma: ler aquele parágrafo que você reproduziu me deixou com falta de ar.
[]’s
Mas, raios, se querem a blogosfera, deixem a blogosfera para eles. Se eu fosse chamado a opinar, blogosfera seria a definição de uma das fases da transformação do bolo alimentar: bolo alimentar, quimo, quilo e, enfim, blogosfera.
falou o rei: “vaidade de vaidades…” claro que não havia progressistas na sua época, porque senão lá ia estar: “[...] tudo é vaidade. nos progressistas, é mais que tudo.”
…
hein?
Caro Francisco,
Quem precisa ler direito é você. A declaração dos blogueiros progressistas diz que “a blogosfera é produto dos esforços de pessoas independentes das corporações de mídia, os blogueiros progressistas”. Eu perguntei apenas se um blogueiro conservador então não faz parte da blogosfera, e não se um blogueiro conservador não é um blogueiro, como diz você. Ou seja, você não leu com atenção o que eu escrevi. E a minha pergunta é obviamente uma provocação, dada a frase sem sentido do texto dos blogueiros progressistas.
O que você levanta sobre o segundo trecho é mais relevante. Os blogueiros progressistas pedem “a elaboração de políticas públicas que incentivem a veiculação de publicidade privada e oficial”. Publicidade oficial é verba pública. E que história é essa de pedir a elaboração de políticas públicas para incentivar a veiculação de publicidade em blogs? É querer que o Estado faça tudo.
Volte sempre. Mas seja mais elegante da próxima vez
Um abraço,
Marcos
pô, matamoros, o cara já é progressista, e você ainda quer que ele seja elegante?
[]’s
É a bolsa-blogueiro-progressita, pra compensar pela falta de leitores.
o meis engraçado desse pessoal é que eles “odeiam” os EUA mas copiam tu-di-nho.
Será que eles têm vergonha de se dizer esquerdistas??? Os americanos têm, por isso inventaram o termo “progressive”. Afinal, quem, em sã consciência, poderia ser contra o “progresso” além desses “conservadores, direitistas” que querem “preservar o status quo”?
Originalidade é isso. Em pouco tempo aparecerão os blogs “liberais”, no sentido americano do termo…
nada… jamais roubarao o termo “liberal” porque ja roubaram o “libertario”…. lembram da epoca que havia o campo “posicao politica” no orkut?
Engracado chamarem de progressista politica de estado.
Pelo que me consta estado presente neste nivel e o modelo que mais ninguem (tirando Cuba e Coreia do Norte) se utilozam. Realmente otimos exemplos.
Inyeressante tb e a comparacao com a competicao midiatica nos EUA. Sera que la tb tem “politicas publicas” para para sustentar bo Perez Hilton?
Ahhh desculpem os typos, mas estou escrevendo do iphone, num onibus indo do Grajau para o centro, nessas ruasnque poderiam ter tb uma
Politica publica para ter menos buracos
Matamoros, faltou acrescentar aquele candidato a deputado que diz em sua propaganda: “pior do que está não pode ficar”. Ai fica completo o timaço para receber algum “progressista” financiamento. Aliás progressista financiamento é aquele que vem uma vez e progride sempre, não é? Depois dos financimantos, talvez surja alguam outra coisa como oligopólio de blogs, ou oligopsônio de blogs, confraria de blogues. Ai seria só criar a Confederação das Uniões Progressistas dos Blogs Oligopolizados, Oligopsônicos e Confrades. E promover um concurso para criação da sigla.
P.S.: Na realidade, deveriam propor, mesmo, alguma indenização para quem lê os blogs progressistas.
Marcos, permita-me discordar: vcs são progressistas sim !!
Já li aqui apoio ao Bolsa-família e críticas ao Serra.
Acho q com isso dá p/ pleitear um capilezinho miúdo – mas dá !!
Claro que, depois, virá o Conselho Federal da Blogosfera, para vigiar e punir os blogs que não estiverem de acordo com a defesa daquilo que os “progressistas” classificam como “direitos humanos”. O Conselho poderá pedir ao governo que, por exemplo, cancele a publicidade oficial para o blog que criticar o BNDES. Ou pressionar o Blogger para que cancele a conta daquele outro que ousou tirar sarro da falta de articulação da Dilma. E por aí vai.
Hilário!
hahahahaha Chega a ser piada cobrarem do Estado algum tipo de insentivo.
Já não basta os gastos desnecessários com propaganda, marketing eleitoral, obras de maquiagem urbana? Tem que dar dinheiro aos blogs?? Não há um único argumento lógico para corroborar essa idéia.
Já pararam para pensar na possibilidade desse insentivo acabar minando a independência dos blogs? Já imaginaram a inundação de “blogueiros” fazendo conteúdos esdrúxulos – bem mais do que já existe – em busca de uns trocados?
Isso, francamente, não faz o menor sentido para mim.
sempre quis entender pq se dizem blogueiros progressistas e não esquerdistas, por exemplo. será q alguém nesse grupo NÃO se considera de esquerda? será por medo de associações negativas da palavra?
Já tem muito blogueiro que trabalha para o governo na base do “Blogueiro Esperança”… São famosos ex-jornalistas. Conseguem fazer de tudo para criar notícia a favor e criar notícia contra quem é oposição.
o francisco aí foi *muito* zé crazy. um texto completamente esquizofrênico, desligado da realidade. alguém precisa dar um antipsicótico literário para o bicho.
“A aceitabilidade ahistórica não é uma categoria pela qual eu, por exemplo, possa pautar nada–afinal de contas, como bom marxista, tento me pautar pelo mundo real, as relações reais dadas, dentro das quais, até agora, o trabalho assalariado tem sido parte da equação.”
Deixa eu ver se eu entendi: o Paulo do FYI agora é “um bom marxista”??
A gente não pode ficar uns meses longe da blogoseira e esse pessoal logo solta a franga. Ô raça.
E aí, Hermê, o Idelber já voltou. E você? Abs
Desse susto não morrerás tão cedo, jovem Arranhaponte!
abração
Abs!
Este post é fruto de ignorância ou má fé? Os blogueiros progressistas não se consideram “A” blogosfera, mas parte desta ou, talvez, como uma blogosfera em si, da mesma forma que os blogs de humor, em rede, formam a sua blogosfera e daí por diante.
Não há nada de irônico ou engraçado na formação de redes virtuais, ora chamadas de blogosfera(s).
Um blogueiro de direita, ou umbandista e etc não deixa de fazer parte da blogosfera, apenas não faz parte da blogosfera “progressista”.
Quando se fala em financiamento, não é para brincar. Um blogueiro político costuma se dedicar sobremaneira, não fica de “brincadeira” por aí. Muitos militam junto aos movimentos sociais, estudam e até trabalham em algo totalmente sem relação com o que blogam.
Acho engraçado que foi a mobilização da blogosfera “progressista”, dos blogs de esquerda, que barraram diversas vezes o AI5Digital, a Lei Azeredo, esta lei que iria punir coletivamente os usuários, os blogueiros, sejam eles “progressistas” ou mesmo o(a) autor(a) deste blog que provavelmente nem sabe do que se trata ou jamais se mobilizou contra o projeto e mesmo assim usufrui do trabalho da blogosfera interessada.
E, sim, nós nos dedicamos bastante para produzir notícias, para produzir conteúdo e não depender apenas do que a mídia golpista e apenas interessada em responder aos interesses de quem as financia produz ou dissemina. Dá trabalho!
Nós não ficamos escrevendo posts sobre como foi nosso dia, ou sobre como gostamos da blusa que compramos ontem e muito menos descascando o engajamento de quem não conhecemos só para parecer descolados.
Quanto à noção absurda e risível de que um blogueiro – especialmente um blogueiro político – fica sentado numa sala em frente ao computador, faça-se o favor. A maioria de nós, “progressistas”, de esquerda, militamos em coletivos pela democratização das comunicações, em coletivos relacionados à reforma urbana, escrevemos, traduzimos, somos jornalistas e por aí vai. Ninguém fica sem fazer nada, minha ou meu caro.
O que fazemos e jornalismo, o mesmo que qualquer jornal ou revista e, em muitos casos, até melhor, com mais profundidade e honestidade. Engraçado, a Veja recebe milhões para falsear notícias, para mentir, mas blogueiros não podem, como rede, pleitear financiamento para exercer o mesmo trabalho que a revista, mas com qualidade?
Nossa intenção, com financiamento do Estado, é evitar cair no problema (sic) da mídia e ter rabo preso. E, quando falamos em financiamento, é pleitear espaço em propaganda que iria para revistas marrons e, obviamente, pleitear financiamento À mídia alternativa, sem ligação com grandes empresas, seja blogs, jornais alternativos, revistas alternativas e etc. Isto se chama democratizar as comunicações, buscar sair do ciclo vicioso de meia dúzia de famílias que controlam TODA a mídia e dar visibilidade À nichos, a outras vozes.
Você conhece blos como o Global Voices Online, Rede Extremo Sul etantos outros que fazem um trabalho social muito mais relevante que qualquer grande mídia? Vá conhecer e veja se estes meios não sao dignos de financiamento, e sim a Folha, Veja…
Porque para estes jornalões não há problema com financiamento, mas para quem produz mídia social seria criminoso? Seus impostos podem ir pra Globo, podem financiar a novela e o futebol – que nem assistimos, porque vai tudo pro PPV -, podem financiar aquele programa vagabundo da RedeTV ou a Lucianta Gimenez, mas financiar quem produz conteúdo alternativo? Crime!
No mais, o fim de seu post denuncia o caráter tucano ou, ao menos anti-Petista, logo, de uma ignorância atroz, influenciada pela grande mídia, acrítica.
Deixo algo claro, eu nao sou do PT, não milito no PT, tenho horror tanto a Hélio Costa quanto a Roseana. E ajudei a organizar e participei do Encontro de Blogueiros Progressistas.
quando você começar a largar estes preconceitos infantis induzidos por uma mídia podre talvez, repito, TALVEZ, comece a enxergar o mundo de forma clara.
Adoro esses blogueiros de direita que não tem a capacidade de sustentar duas vírgulas.
Desejo sorte.
Caro Tsavkko,
Acho que você consegue perceber, se se esforçar um pouco, que eu ironizei o texto do encontro. A frase, mal formulada, dá a entender que a blogosfera é fruto dos esforços exclusivos dos blogueiros progressistas: “A blogosfera é produto dos esforços de pessoas independentes das corporações de mídia, os blogueiros progressistas”. Está mal escrito, como você pode perceber. Acho divertido o termo blogosfera, sempre achei. É pomposo e vazio. Blogosferas é ainda melhor.
Eu conheço bastante bem a produção dos blogs brasileiros. A produção de notícias exclusivas é irrisória. Em geral, há apenas comentários sobre o que sai na mídia. Gosto de ler blogs, mas a produção de conteúdo exclusivo é quase inexistente.
Vocês querem viver de fazer blog? É perfeitamente legítimo, mas pedir dinheiro público para isso é risível. Como eu disse, se querem viver de blogs, vão à luta e consigam patrocínios. Pedir financiamento público para garantir independência é algo que realmente me diverte. O sujeito passa a depender do dinheiro do governo para não ter rabo preso com ninguém?
E fique tranquilo que eu sou velho suficiente para não ter “preconceitos infantis induzidos pela mídia podre” – gostei do jargão centro acadêmico, ficou bonito. Talvez você não acredite, mas eu consigo pensar com a minha cabeça. Volte sempre.
Um abraço,
Marcos