Main | Trevas e luzes natalícias II »
Se me perguntarem qual foi meu aniversário mais marcante nos últimos anos, eu tenho uma resposta na lata: foi o penúltimo, quando um deprimente sopro de velas com minguados familiares foi interrompido por uma dor de ouvido lancinante, que acabou por me levar ao hospital, onde curti as horas derradeiras do meu dia natalício à espera do atendimento, controlando-me para não uivar. Foi um apropriado sinal divino sobre a minha mortalidade, um lembrete de que a comemoração de mais um ano nada mais é do que uma fúnebre contagem regressiva.
Em compensação, conheci minha namorada ao ir de penetra, às 4:30 da manhã, na sua festa de aniversário, o que me levou a fazer para ela, algum tempo depois, o comentário bobo, machista e óbvio de que "penetrei na festa e ainda ganhei a dona".
Enfim, a minha sensação é de que aniversário é uma coisa detestável, quando meu, e pode variar entre o tolerável e o maravilhoso, quando dos outros (mas desde que seja comemorado com porosas festas de arromba)
P.S: Este é o segundo PS deste post. Só para dizer que ele veio assinado inicialmente pelo Matamoros, apesar de ter sido feito pelo Arranhaponte, isto é, por mim - por isto há comentários referindo-se ao Matamoros como autor do post, quando na verdade posso garantir que ele é totalmente inocente


