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Os defensores da linha-mole pedem que o Congresso não se precipite e aprove mudanças na legislação penal de afogadilho, no calor da emoção provocada pelos eventos em São Paulo. Eles nos exortam a usar a cabeça e a tentar entender que não há nenhuma relação entre a ação de criminosos e a criminalidade. Reprimir mais duramente a primeira obviamente não tem nenhum efeito sobre a segunda. O caminho é acabar com a desigualdade, assim pá-pum, de forma que o Marcola que está nascendo hoje não se transforme num Marcola daqui a vinte anos (o fato de que o background do Marcola esteja mais ou menos na mediana educacional e de renda brasileira é um pequeno detalhe técnico que a linha-mole promete estudar assim que este surto de inquietação da sociedade com o crime for debelado). Vamos respirar fundo, acalmar, esfriar a cabeça, e repetir: reprimir o crime não diminui o crime, reprimir o crime não diminui o crime, reprimir o crime não diminui o crime


