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Pelé e Maradona só se equivalem no número de besteiras que cada um diz. Nesse ponto, há um empate total. Mas, em relação ao que fizeram dentro do campo, não há comparação. Eu não quero transformar este blog numa mesa redonda de futebol, mas sou obrigado a usar argumentos avallônicos para deixar clara a superioridade do filho de Dondinho. Eles podem ser surrados, mas só não convencem argentinos:
- Pelé chutava bem com os dois pés e cabeceava como poucos, apesar de ter apenas 1,73m
- Pelé fez 1.281 gols. Maradona, 345
- Pelé ganhou três copas. Maradona, apenas uma. Mesmo se for desconsiderada a de 1962, em que jogou pouco por causa de uma contusão, Pelé tem uma copa a mais do que o amigo de Fidel Castro
- Pelé era mais veloz e polivalente. Sabia armar e concluir as jogadas com a mesma eficiência
Você também disse que gosta da Argentina por ser uma representante do futebol arte. Não é bem assim. É verdade que toda seleção argentina tem jogadores muito habilidosos, mas também não faltam jogadores desleais. Aliás, eu só vou levar o Tribunal Penal Internacional quando o Simeone for julgado em Haia. Não há jogador mais desleal do que ele. Paro por aqui, antes que os nossos 3,5 leitores achem que virei o Avallone ou, pior, o Galvão Bueno
PS: E eis que o Guia Genial também resolve falar sobre futebol. O Globo de hoje traz uma entrevista de duas páginas em que Lula conversa apenas sobre o ludopédio. Além de mostrar que administra muito bem seu tempo, dedicando quase uma hora do seu dia para a conversa, o Guia Genial conhece o esporte como poucos: "Nós temos que saber o seguinte: não podemos deixar o adversário marcar gol, e temos que tentar marcar gol. (...) E só vamos ganhar se marcarmos mais do que eles. Essa é a regra que acho que o Parreira conhece como ninguém". Eu juro que não estou sacaneando. A citação é literal


