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João Sayad é bastante idiota, mas acho que três outros nomes lideram a corrida da cretinice no Grande Paraguai. O primeiro é o senador Eduardo Suplicy, que faz o tipo idiota simpático. Uma de suas últimas idéias é dar total transparência às reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), com transmissão ao vivo pela televisão. Genial, não? Por que será que o Fed não pensou nisso antes? Mas Suplicy tem seus bons momentos. Que outro político cantaria Blowin’ in the Wind na tribuna do Senado com tanta empolgação e sem nenhum senso de ridículo?
O outro idiota é menos simpático, mas é mais patético. Ou você acha que alguém que é fã de Fidel Castro, Hugo Chávez e Evo Morales não é patético? Se você ainda não descobriu, eu falo de Emir Sader. Eu gosto muito de seus artigos sobre Cuba, com argumentos que fazem corar até mesmo aqueles esquerdinhas ensebados que conheci na USP. Leia este trecho de um deles e veja se estou exagerando: “Uma população que possui, toda ela, não somente a alfabetização, mas pelo menos 9 anos de escolaridade, tudo obtido mediante um sistema único para todos os setores da população, de qualidade, que pode contar com um sistema universitário que gradua a dezenas de milhares de cubanos por todo o país – é uma fortuna incalculável. Uma população que possui o melhor sistema de saúde pública do mundo, uma população em que ninguém está abandonado – provavelmente a única população que tem essa situação – é uma verdadeira fortuna. Um país em que nenhuma criança dorme nas ruas. Em que todas estão nas escolas, praticam esporte, realizam atividades culturais - são bens incalculáveis.”
Se Sader é o ponta-esquerda da seleção dos idiotas, o Brasil também tem um bom nome na ponta-direita: Olavo de Carvalho. Sempre que leio um de seus artigos, confesso que fico na dúvida se ele não está de gozação. Às vezes os releio, em busca de alguma ironia escondida, mas até hoje não encontrei. Eu espero ansioso o dia em que Olavão vai mostrar a todos os inequívocos traços esquerdistas da Opus Dei – é questão de tempo. Anteontem, me deleitei com este artigo, do qual reproduzo um dos trechos mais saborosos. É meio longo, mas vale a pena: “Some a militância do PT, do MST e MLST, da CUT, do PCC e das demais facções da esquerda revolucionária (assim denomino as que estão afinadas com a estratégia continental do Foro de São Paulo). São uns quarenta milhões de pessoas. Não incluo aí simpatizantes, burros de presépio e meros eleitores. Conto apenas os militantes, gente doutrinada, adestrada, disciplinada, disposta a tudo. São a quarta parte da população brasileira. Nem me pergunto quantos deles estão armados, prontos para matar. Mesmo que tivessem apenas estilingues, restaria este dado brutal: nunca houve, na história do mundo, uma organização revolucionária dessas dimensões. Muito menos pergunto quanto custou: não consigo somar os lucros do narcotráfico e dos seqüestros, a hemorragia crônica de verbas federais, os dízimos da militância e as contribuições de fundações estrangeiras bilionárias. O total é impensável. Você acha realmente que alguém constrói uma monstruosidade dessas para não fazer nada com ela além de cumprir as leis e ser bom menino? O futuro do Brasil está decidido, de maneira praticamente irreversível, por um fato aritmético de envergadura majestosa e potência avassaladora. Esses números, aliás, não são uma quantidade informe, distribuída a esmo no espaço. Há entre eles toda uma rede de conexões. Eles formam uma equação bem definida, um mapa, um organograma completo. Sempre que uma das entidades que mencionei acima entra em ação, é em parceria com as outras. O PCC espalha o terror por meio de técnicas que aprendeu com o MST, que as absorveu das Farc, cujos líderes são íntimos da cúpula petista e do sr. presidente da República. O Comando Vermelho, para produzir efeito idêntico no Rio, usou o que aprendeu direto da elite esquerdista que hoje governa o país.”
Perto desse trio, a idiotice de Sayad me parece banal


