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A ditadura continua a causar problemas para o país. Além de ter matado, torturado e censurado, a Gloriosa fez com que todo brasileiro de esquerda ou mesmo vagamente progressista seja contra qualquer coisa que cheire a repressão. Pode ser repressão ao crime organizado, ao tráfico, ao assassinato ou a dirigir bêbado. Nessa visão debilóide, reprimir é sempre ruim. É o primeiro passo para o autoritarismo, escrevem os suspeitos de sempre. No debate sobre a crise de segurança em São Paulo, por exemplo, pouco se fala da necessidade de realmente se reprimir e condenar de verdade a liderança do crime organizado, com penas duras, longas e sem o benefício da progressão continuada. Em geral, a saída proposta é educar e conscientizar. Prisão, por exemplo, serve apenas para ressocializar, como se assassinos não merecessem ser castigados. O poder dissuasivo de sentenças rigorosas não é levado em conta. O resultado é uma sociedade de palermas que se acham humanistas, quando na verdade são apenas palermas


