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Bem feito! Bem feito!
Tem coisas que nunca se apagam da nossa memória. Êta frase banal para começar um post. Mas é mais sutil (embora nem tanto quanto eu gostaria). Tem coisas que nunca se apagam e nunca entendemos por que não se apagam. São absolutamente sem importância, mas curiosamente provocam sempre o mesmo prazer, inexplicável, indelével. Não são tórridas noites de amor, emoções inesquecíveis, nada disso. Os grandes momentos arrefecem com o tempo. O que fica mesmo são as bogabens divertidas que, por alguma razão misteriosa, ganham uma posição privilegiada, quase imperial, na nossa psique.
Então aí vai uma delas. Jamais vou me esquecer dos xingamentos do Emir Ben Kalish Ezab de Khemed, dirigidos ao sheik Bal el Ehr, que tinha raptado o seu filho Abdallah, uma das mais divertidas pestes supermimadas da história da ficção. Está no "Ouro Negro" do Tintin.
Na bela tradução portuguesa de Portugal:
"Bal el Ehr, Bal el Ehr! Filho de um cão sarnento! Neto de um chacal pelado! Bisneto de um abutre depenado! Eu te farei empalar! Te queimarei a fogo lento! Arrancarei um a um os fios da tua barba e tos farei engolir com pimenta malagueta!"
PS: Os árabes já foram mais divertidos
PS2: Caraca! (o Matamoros se amarra nesta expressão; e deve se amarrar também em 'se amarra'). Dois posts seguidos (e um terceiro um pouco abaixo) iniciados com 'tem' no sentido de haver. Que baixaria. Entrei no Google e vi que há/tem grandes debates sobre o tema


