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Índio de calça jeans continua a ser índio?
Nunca antes na história deste país houve uma campanha eleitoral tão pobre. Privatizações foram demonizadas, cortes drásticos de gastos públicos foram descartados e ninguém falou em mais abertura da economia. Mas isso não é novidade. O que pouca gente percebe é que um dos grandes entraves ao desenvolvimento ficou mais uma vez fora da campanha: o índio e sua influência perversa sobre os rumos do Brasil. Dirão que exagero, mas cito quatro fatos mais ou menos recentes que mostram de modo irrefutável que o índio é o verdadeiro inimigo do progresso e uma das principais explicações para o baixo crescimento do país:
- Há algumas semanas, os índios xikrins invadiram as instalações da mina da Vale do Rio Doce em Carajás, exigindo aumento dos recursos pagos mensalmente pela empresa, a construção de 60 casas e a reforma e manutenção de estradas. Numa tacada, eles afetaram as exportações da empresa, colocando em risco a solidez das contas externas brasileiras, e prejudicaram a imagem da Vale, uma das poucas companhias do país verdadeiramente globais. E para que casa? Índio não mora na oca?
- A Copel vai pagar R$ 14 milhões para os índios caingangues, da reserva Apucaraninha, onde uma hidrelétrica foi construída há 60 anos. Segundo o Valor, a empresa e os caingangues chegaram a um acordo depois de os índios terem acampado em frente à usina e terem ameaçado colocar fogo nas instalações. Pobre Copel. Como fica a capacidade de investimento da empresa?
- No primeiro turno, os índios Kulinas atrapalharam as eleições em Juruá, no Amazonas. Cerca de 500 Kulinas fizeram protestos contra a Funai, impedindo o trabalho de funcionários do TRE. É um sinal óbvio de que os índios são inimigos da democracia e não têm apreço pelas instituições
- Em São Paulo, a existência de uma aldeia de índios guaranis próxima do pico do Jaraguá dificultou por um bom tempo a construção de mais um trecho do rodoanel. A conspiração indígena prejudica uma importante obra de infra-estrutura e obriga os habitantes de São Paulo a conviver com um trânsito pesado nas marginais
O que mais me irrita são os índios com nome e sobrenome, totalmente aculturados, que usam calça jeans e dão entrevistas em português fluente. O cacique dos caingangues, por exemplo, se chama Juscelino Vergílio. Eu concordo inteiramente com as palavras do meu pai, um homem sábio cujas idéias às vezes aparecem neste blog: “Índio tem que ter nome de índio, como Uekerê ou coisa parecida. Eu só levo a sério índio que fica pelado, no meio do mato, caçando, pescando e fazendo dança da chuva”


