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Aldo Pagotto, bispo e economista-chefe da CNBB
É tiro e queda. Basta alguém da CNBB abrir a boca para ganhar espaço nobre na imprensa. Na semana passada, d. Aldo Pagotto atacou de especialista em política social, criticando o Bolsa Família por seu caráter assistencialista. O economista-chefe da CNBB fez as declarações na Quarta Semana Social Brasileira. No encontro, a entidade decidiu, entre outras bobagens, apoiar um plebiscito pela anulação da privatização da Vale do Rio Doce.
Criticar o caráter assistencialista do Bolsa Família parece inteligente. Defender um plebiscito para discutir a venda da Vale é uma estupidez. Mas isso não interessa. A opinião da CNBB sobre esses assuntos não tem a menor importância. Os bispos não entendem nada sobre eles. Se acertam de vez em quando é por puro acaso. Quando se metem com economia, a marca registrada dos bispos é fazer coisas ridículas, como o plebiscito sobre o pagamento da dívida externa realizado em 2000.
É claro que a CNBB tem todo o direito de dizer o que quiser. O grotesco é que o país perca tempo discutindo o que os bispos pensam sobre assuntos a respeito dos quais não sabem nada. A CNBB quer ajudar a sociedade? Muito bom. Poderia começar por uma campanha de punição rigorosa a padres pedófilos. O retorno social seria imediato
PS: O Gabriel e o Tambosi fizeram posts bem interessantes sobre o encontro da CNBB. Veja aqui e aqui


