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Gabriel García Márquez. Para os íntimos, Gabo
Eu já reclamei de quem chama Shakespeare de bardo de Stratford-upon-Avon e Machado de Assis de bruxo do Cosme Velho, mas esqueci de outro clichê abominável do jornalismo cultural no tratamento de escritores, músicos e artistas em geral: a pseudo-intimidade. Neste texto, Sylvia Colombo fala mal de Memórias de minhas putas tristes, de Gabriel García Márquez. Como não li o livro, não sei se ela está certa ou não. O problema é que ela chama García Márquez de Gabo quase o tempo todo. Que intimidade é essa? Parece que ela é amiga de infância do sujeito. Ou quem sabe freqüentou a cama de Gabo?
Outra praga: críticos de música descolados que chamam Caetano Veloso de Caê. A não ser que você tenha dado para Caetano – ou tenha comido o filho mais delicado de Dona Canô -, chamá-lo de Caê é imperdoável.
Pecado menos grave é chamar Woody Allen de Woody, mas também me parece excesso de frescura. Um pouquinho menos de viadagem não faria mal a ninguém


