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Vejam este artigo do Renato Janine Ribeiro, no qual o professor de Ética e Filosofia da USP compara mais de uma vez os assassinos do garoto no Rio com os nazistas. Ele conclui assim:
Dizem uns que o Brasil está como o Iraque. Parece, pior que isso, que temos algumas mini-auschwitzes espalhadas pelo território nacional.
Ridículo. Confundir um bando de sociopatas limítrofes e semi-analfabetos com a mais sofisticada máquina genocida da História é demonstração de que o pessoal se perdeu mesmo. Esta artigo do Janine ilustra a gritante falta de pragmatismo no debate brasileiro. São contorções íntimas, espasmos metafóricos, teorizações sem fim. Para mim, é muito mais simples. Passados alguns dias, eu sinto pouca ou nenhuma raiva daqueles assassinos, o que é normal, já que não sou da família nem próximo. E, no entanto, continuo defendendo penas de 40, 50 anos para os autores, que é o que acho adequado para quem assassina sem atenuantes e com agravantes (crueldade, no caso). Tirou uma vida, então você perde, de certa forma, um enorme pedaço da sua própria vida. Tão simples. Não precisa ser nazista para merecer perder a vida numa cadeia ou perdê-la de fato (que é o que Janine discute, a pena de morte; eu sou contra, mas considero a sua defesa aceitável no debate civilizado).
Não é preciso nenhuma diarréia intelectual para se chegar à conclusão de que o crime tem de ser punido duramente. Não é preciso nenhuma perplexidade, nenhum tormento mental. Basta pensar com clareza


