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Seja democrata, seja marginal
Acabo de ler que, como parte da "refundação" do PFL, o seu presidente Jorge Bornhausen decidiu mudar o nome da agremiação para "Partido Democrata". É genial: tem todo o élan para atrair a massa orfã conservadora e liberal. Afinal, "democrata" é a essência da idéia de ajuste do Estado, redução de tributos, sistema penal mais severo, etc. Em uma simples palavra, capta-se o zeitgeist da nova direita brasileira, perpassando Mainardi, Wunderblogs, turma liberal da PUC-Rio, classe média irritada com a violência, pequenos empresários do interior próspero (tão próximos do fisco e tão longe de Brasília), Ali Kamel, Reinaldo Azevedo etc. Partido Democrata me lembra até um partido americano que, bem a propósito, partilha dos ideais do PF... espera um pouco, o partido americano é o que está à esquerda do espectro político, esquece essa então.
Partido Democrata. Bonito isso. Ainda mais vindo do partido que apoiou os militares na ditadura. É sinal de contrição, reconstrução, aggiornamento. Eu já vejo os pefelistas excitadíssimos, sentindo-se super prafrentex, dançando o iê-iê-iê, e zoando da esquerda, "somos democratas, somos cabeludos, e nos fins de semana usamos calças jeans".
É, agora a coisa vai. O PT vai finalmente encarar uma oposição de direita de verdade


