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Matilde Ribeiro: racismo de negro pode
A ministra da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, já decidiu: negro pode discriminar branco. Segundo ela, “não é racismo quando um negro se insurge contra um branco”. Em entrevista à BBC, Matilde foi mais longe: "A reação de um negro de não querer conviver com um branco, eu acho uma reação natural. Quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou”.
A ministra que deve promover a igualdade racial acha normal que brancos sejam discriminados. Eu achava que a igualdade racial valia para todo mundo. Branco não poderia discriminar negro, e negro não poderia discriminar branco. Mas a ministra mostrou que não é bem assim.
A declaração é motivo mais do que suficiente para demissão. A ministra considera normal que os negros sejam racistas. É claro que não vai ocorrer nada. Imagine a gritaria que o movimento negro não faria se Matilde fosse demitida?
Pela lógica de Matilde, os negros também deveriam discriminar os negros, ou pelo menos parte dos negros africanos. Afinal, africanos vendiam os escravos para os europeus. Mas dizer isso pega mal. A moda é pedir desculpas pela escravidão, como fez Lula na África e como tem ocorrido na Inglaterra, nas comemorações dos 200 anos da abolição do tráfico de escravos. Como disse o historiador Manolo Florentino à Folha, a escravidão é uma tragédia da humanidade. "Quero ver é os africanos pedirem desculpas por também terem vendido escravos aos ingleses", afirmou ele. Nessa questão, todo mundo tem culpa no cartório


