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Rodrigo Maia e ACM Neto: fatores motivacionais de chacota
Depois de ameaçar se transformar no Partido Democrata (PD), o PFL virou Democratas. O nome novo é ainda mais ridículo que a primeira opção. A sigla, DEM, é uma das mais ridículas no mercado. Talvez apenas PSOL chegue perto. O nome Democratas, aliás, tornou ridícula qualquer referência ao partido. Ou não é ridícula uma frase como “venha para o Democratas”?
O mais impressionante é haver esperança de que o Democratas seja um partido decente. Vejamos as lideranças do DEM. O presidente é Rodrigo Maia, filho de César Maia. Levar a sério qualquer um dos dois é tarefa para poucos. Eu também não resisto em citar mais uma vez meu democrata preferido: Jorge Bornhausen, o homem que nasceu e cresceu policamente na ditadura e foi ministro da Educação de Sarney e ministro de Governo de Collor. Vai ter credencial democrática assim lá no inferno.
Há também figuras menores, como o deputado ACM Neto. O pequeno baiano disse uma frase brilhante no Jornal Globo de ontem, ao ser entrevistado sobre a mudança de nome: “A ausência do nome ‘partido’ pode ser um fator motivacional para diversas forças vivas da sociedade se engajarem e participarem ativamente da formação do Democratas.”
É verdade. Não é difícil imaginar a cena. O sujeito está em casa, alienado, vendo televisão e babando na gravata, sem nenhum interesse em política. De repente, ele descobre o Democratas. Num insight, tudo muda em sua vida: “Peraí, isso é um fator motivacional para que eu, uma força viva da sociedade, me engaje na formação do partido cujo grande atrativo é não ter a palavra partido no nome”. Eu não vou me espantar se o Democratas tiver 10 milhões de filiados em algumas semanas.
Mas talvez nada se compare a uma frase que aparece no site do partido, depois de um resumo da história do PFL: “Resumindo, O PFL NASCEU DA REBELDIA E DO DESTEMOR”, assim mesmo, em letras maiúsculas. Quem há de discordar?


