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A vítima Viviane Araújo
É uma causa perdida, eu sei, mas exatamente por isso o gosto de defendê-la é ainda melhor. Neste post, caro leitor, eu vou mostrar que Viviane Araújo é uma mulher injustiçada, e injustiçada por ser vítima de preconceito.
Para quem não sabe, Viviane é uma gostosa profissional. Ela vive de ser gostosa. A cada seis meses, um ano, estampa a capa de uma revista de mulher pelada. Aparece regularmente em programas de televisão trash, como o Superpop, da Luciana Gimenez. No Carnaval, brilha na avenida como madrinha de bateria de escola de samba.
Como se vê, Viviane transita numa faixa bastante estreita, não explorando todo o potencial que a mídia oferece a uma gostosa. Ela não aparece na capa da Nova ou da Boa Forma, por exemplo. Até a Playboy demorou muito tempo para lhe dar uma capa.
Alguns dirão que Viviane é uma mulher vulgar. Reconheço que ela não é exatamente uma Catherine Deneuve. Mas veja bem: Viviane não é mais vulgar do que Juliana Paes ou mesmo Deborah Secco, e é bem mais gostosa do que as duas. Eu tenho certeza de que ela não seria pior atriz do que Fernanda Lima.
Por que então Viviane é vítima de tão sórdida injustiça? O motivo é um só: seu amor por Belo, o pagodeiro loiro, que ficou preso um bom tempo por sua associação com traficantes. Eis aí a realidade: uma mulher condenada à periferia do mundo das gostosas por causa de seu amor. E ninguém poderá dizer que o amor de Viviane não era sincero. O sujeito ficou preso e ela continuou lá, firme e apaixonada. É verdade que ele tinha dinheiro, mas Viviane, se estivesse interessada no vil metal, conseguiria um homem mais rico e, o que não seria difícil, mais bonito.
Lendo um site de alto nível, descobri ontem que os dois se separaram. Eu temo, porém, que o estrago causado à sua imagem seja irreversível. Sonho com o dia em que ela será capa da Nova ou dará entrevista ao Fantástico, mas sei que isso é muito improvável. O mundo é cruel, e estereótipos não se desfazem da noite para o dia. De qualquer modo, Viviane pode continuar andando de cabeça erguida. Ela sabe que é injustiçada porque amou demais. Quem há de condená-la?


