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Come um rozfeijão, minha filha
É tempo de moda, pelo que eu vi na televisão. Há mil programas sobre o Fashion Rio e a São Paulo Fashion Week. O GNT chega a transmitir desfiles ao vivo. Vi alguns. A experiência é curiosa. As roupas em geral são ridículas, embora eu tenha visto algumas que me pareceram bonitas e, mais do que isso, usáveis. Mas não lembro de quem eram – nem as ridículas, nem as bonitas. Fique tranqüilo, leitor. Este ainda é um blog macho. O signatário, embora seja freqüentador assíduo da Galeria Ouro Fino, não vai comentar as tendências da moda brasileira.
O que me chamou a atenção foram duas outras coisas. Primeiro, a magreza das mulheres. Sim, eu sei que o padrão feminino para desfiles é outro, que as modelos têm que ser altas e magras, mas o negócio está indo longe demais. Muitas têm o joelho mais grosso do que a coxa e aquela cara de quem come 500 calorias por semana. Não estou pedindo a Viviane Araújo na passarela, mas o pessoal não pode escalar pelo menos algumas modelos que tenham cara de gente saudável? É isso que dá um mundinho em que o padrão de beleza feminino é ditado por sujeitos que têm bucetofobia.
Além do visual etíope das modelos, também é muito interessante a cobertura do GNT. Eu assisti um desfile da São Paulo Fashion Week, apresentado ao vivo pela Lilian Pacce, que foi comentado pelo próprio estilista. O mais curioso é que ele gostou do que viu. É como se o Galvão Bueno convidasse o Dunga para analisar as partidas da seleção durante os jogos.
Mas a babação de ovo não pára por aí. Na cobertura do Fashion Rio, Cristiane Niklas não se agüentou depois de um desfile, e mandou a repórter dizer ao estilista que ela tinha adorado. Num outro dia, ela apareceu com um vestido de uma coleção que tinha sido apresentado na véspera. Vai ter isenção jornalística assim lá no inferno
PS: Eu usei como base para este texto um comentário que fiz neste post do Shoe me!


