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Corintiano, maloqueiro e sofredor
Eu acabo de descobrir que três dirigentes da Gaviões da Fiel participaram do 5.º Congresso do MST, realizado em Brasília, na semana passada. Um deles atende pela alcunha de Monga. O sujeito deu uma entrevista ao site do movimento comandado por João Pedro Stédile e outros manés metidos a revolucionários.
Segundo Monga, “as lutas dos trabalhadores têm pontos em comum e o inimigo é o mesmo”. A reportagem mostra que Monga é um corintiano engajado e, ao que tudo indica, marxista: “Prestamos atenção no eixo rural, porque os trabalhadores estão deixando o campo e migrando para as cidades, que hoje acumulam gente e não oferecem emprego”. Eu pago uma boa grana se essa frase não tiver sido inventada – corintiano da Gaviões dizendo que presta atenção no eixo rural não dá para engolir.
Para os mais apocalípticos, é possível que a proximidade da Gaviões da Fiel com o MST seja o ovo da serpente, marcando a aliança entre o lúmpen proletariado e os miseráveis do campo – ou, como diz a própria reportagem do site, “a participação de Monga é um sinal de articulação que volta a ser feita entre o operariado e o campesinato”. Além disso, integrantes da Gaviões da Fiel também participam de cursos de formação do MST.
Mas calma, senhores. Não há o menor risco de essa aliança evoluir para algo perigoso. O máximo que pode ocorrer, no caso do MST, é aumentar o número de corintianos manguaceiros nos assentamentos de sem terra. A Gaviões da Fiel vai é avacalhar o MST. Eu não duvido que o Stédile abandone a luta e vire um fanático pinguço que chora no domingo quando o Curíntia perde.
Também não vejo nenhuma possibilidade de o MST influenciar a Gaviões da Fiel. A torcida não vai se tornar a vanguarda revolucionária em São Paulo. A não ser que você acredite que o MST vai convencer os maloqueiros de que a falta de títulos do Corinthians é culpa da burguesia


