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Como eu mostrei cabalmente neste post, o curling é o esporte mais ridículo que existe. Isso não quer dizer, porém, que seja o mais feio. Nessa categoria, o judô e a luta greco-romana travam uma disputa apertada. Eu vi hoje a luta de judô entre o brasileiro João Gabriel Schilitter e o cubano Oscar Brayson, na final da categoria acima de 100 kg. João Gabriel perdeu. No tempo normal, ninguém fez ponto. Na prorrogação (ok, no golden score), os dois também ficaram no zero a zero, e os juízes decidiram pela vitória do cubano. Fazia tempo que eu não via uma luta de judô, e não me lembrava em todos os detalhes de como o negócio pode ser grotesco.
Boa parte da luta consiste em tentativas de agarrar o quimono do adversário, que, por sua vez, passa o tempo todo tentando se esquivar da manobra. Como ser derrubado de costas configura derrota inexorável, os judocas fazem o impossível para impedir o ippon: ficam de quatro no tatami, se apóiam nos ombros e apontam a bunda para cima, agarram o adversário e ficam em poses obscenas. Na luta do Pan, várias vezes o brasileiro ficou cheirando o rabo do cubano – que tinha uma barriguinha pouco atlética, aliás. É claro que há golpes mais plásticos e lutas menos travadas do que as que eu já vi, mas nem pai de judoca consegue ver beleza no esporte.
Ainda assim, o judô perde o título de esporte mais feio do mundo para a luta greco-romana. Nem mesmo a mais feia das artes marciais é páreo para um combate em que os participantes usam roupinhas ridículas e ficam se agarrando de modo animalesco e esteticamente prejudicado. Credo


