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E mostrando no angélico semblante
Co'o riso uma tristeza misturada,
Como dama que foi do incauto amante
Em brincos amorosos mal tratada,
Que se aqueixa e se ri num mesmo instante
E se torna entre alegre magoada,
Desta arte a Deusa a quem nenhuma iguala,
Mais mimosa que triste, ao Padre fala:
Vou usar o método do Estadão. Quando pintar bloqueio postístico ou preguiça, trechos de Os Lusíadas. Eu queria escrever um longo post sobre a questão dos livros didáticos com doutrinação marxista de baixíssimo nível, em que eu iria misturar, juro, Arábia Saudita, Olavo de Carvalho, FHC, o inevitável e já de todo inagüentável Gramsci, Hugo Chávez, Carl Schmitt, Chitãozinho e Xororó, China e mais uma porrada de ingredientes. Mas aí bateu um torpor cósmico, kármico, quase que como um sinal divino de que ESTE ASSUNTO É A MAIOR ROUBADA.
Porque no fundo é o seguinte. Todo mundo no Brasil é de esquerda, com exceção de meia dúzia de blogueiros (tá, e mais uma centenas de comentadores de blogues). Então tá tudo dominado. A doutrinação vai continuar a comer solta. O que me resta é evitar a doutrinação das minhas filhas, e prepará-las para viver num ambiente em que todo mundo só pensa merda em termos políticos, só vota em políticos de merda, mas que, no mais, é mais ou menos igual a toda parte.
Eu tô achando que vale mais a pena me adaptar à hegemonia gramsciana do que escrever um post sobre o caso dos livros didáticos. Boa noite


