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Talvez seja um efeito colateral do envelhecimento, eu não sei direito. A questão é que eu tenho me incomodado cada vez mais com a pobreza vocabular da brava gente brasileira. A quantidade de gírias e expressões pobres aumenta numa velocidade exponencial. A indigência no uso da inculta e bela ataca não apenas o pessoal que tem o nível educacional do Lula. Muito sujeito que fez faculdade se expressa como se fosse garrafeiro. O gerundismo deixou, há muito tempo, de ser privilégio daqueles que trabalham com telemarketing.
Há algumas expressões que eu odeio especialmente: “véi”, por exemplo. O “tá ligado?”, usado no fim de cada frase, também é horrendo. E o que falar de “carai”? Eu também não suporto “caraca” – sorry, cariocas. “Sussa”, utilizado por gente de vinte e poucos anos que sabe comer com garfo e faca, dói nos meus ouvidos. Há cada vez mais gente que não consegue dizer uma frase se não a começar por “tipo”, ou "tipo assim". Outros usam "cê sabe" a torto e a direito.
Num futuro breve, ou seja, daqui a uns 15 minutos, o vocabulário médio do brasileiro se restringirá a 15 palavras


