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Os petelhos estão chegando ao zênite da glória. Um amigo querido, petelho muito moderado, especialista em política, já prevê quase a extinção dos tucanos em 2010 e vaticina que o governo "terá que fazer alguma coisa em relação à Vale", porque uma empresa tão poderosa e decisiva para a estratégia global do País tem que ter as patas do Estado em cima (como se já não tivesse).
Em vão eu ponderei que as múltis japonesas e coreanas, privadas, agem em coordenação com o governo. E, aliás, qualquer múlti de qualquer país age mais ou menos em coordenação com o governo. Ponderei também que esta vontade de tomar a Vale de assalto nada mais é do que o assanhamento da casta governante em países de cidadania não totalmente desenvolvida em se apoderar de uma parte cada vez maior dos frutos econômicos de um surto súbito de enriquecimento. A explosão dos gastos públicos e os movimentos reestatizantes, em graus muito variados, estão ocorrendo hoje na Venezuela, Argentina, Equador, Brasil, Rússia e em muitos outros países onde jorra forte e generoso o maná das commodities. Li meio transversalmente em qualquer lugar que a Rússia estaria contendo gastos, o que me surpreende e eleva a minha apreciação sobre a elite governante de lá. De qualquer forma, o movimento geral na Cucarachia global é o que descrevi em post anterior, "estamos ricos, estamos ricos, eu quero um pedaço maior, vamos gastar esta porra, caralho, é bom demais".
E eu acho que a euforia petelha apenas começou.
Aliás, estava em parte previsto aqui, em outubro de 2006


