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Eu sempre admirei o senso de proporção dos muçulmanos. Vejam o caso da professora inglesa que permitiu aos seus alunos sudaneses chamarem um ursinho de pelúcia de Maomé. Para mostrar que não se brinca com coisa séria, a justiça do Sudão condenou Gillian Gibbons a 15 dias de prisão e à expulsão do país (se bem que ser expulso do Sudão parece mais prêmio do que punição), por blasfêmia e incitação ao ódio racial. Como se vê, uma decisão ponderada, mostrando que a sharia é um dos sistemas mais inteligentes já adotados pelo homem.
Mas é claro que, para muitos muçulmanos, a pena foi branda. Um grupo de milhares de sudaneses saiu às ruas com clavas e facas para pedir a morte da professora. Qualquer um que não esteja totalmente embotado por crenças protomedievais sabe que a punição é ridícula, ainda mais no caso de alguém que atua como voluntária.
Todo fanatismo é estúpido e tem potencial violento, mas, pelo menos hoje, nada se aproxima fanatismo islâmico em termos de cretinice e violência


