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Parte das razões pelas quais muita gente implica com a obra de Henry James é que é possível que ele jamais tenha trepado. Nunca li isto (que a vida casta tenha prejudicado sua literatura) com todas as letras, mas fica meio implícito em trecos escritos sobre ele, e alguns dos seus simpatizantes já tentaram meio infrutiferamente, se não me engano, mostrar que sim ele deu o rabicó (como diria o Francis).
Sexo virou meio que uma obsessão artística, cultural, intelectual e existencial do século XX em diante. Sempre foi uma obsessão biológica, graças a Deus, que se existisse deveria ser parabenizado por ter inventado algo tão gostoso. Mas que seja uma obsessão que perpassa todas as esferas e instâncias da vida humana me parece, do baixo da minha ignorância, algo típico do início do século XX, ou talvez do fim do XIX, para cá (bem, citar Freud é óbvio, nem precisa). Tudo isto porque eu li hoje na Folha que uma atriz americana descobriu um jeito “sexy” de lidar com um câncer incurável. É incrível que até numa situação dessas sexo seja a medida de todas as coisas. Não tenho a menor idéia de se isso é bom ou ruim


