« Avacalhândia | Main | Análise do momento geopolítico sul-americano »
A usina de idéias do Torre de Marfim não pára. Nos bastidores do blog, há várias discussões que lembram as que eram travadas pelos membros do Bloomsbury – eu me refiro ao wit, e não à viadagem. Desta vez, o nosso brainstorm pariu um projeto que irá revolucionar a cinematografia brasileira. Que Terra em transe, que nada. Cidade de Deus? Tropa de elite? Francamente. Nenhum deles será páreo para Lolitcha.
Nós batemos o martelo hoje. Vamos fazer uma adaptação de Lolita para a realidade brasileira. A ação se passará em Fortaleza. Humberto Humberto, interpretado por José Dumont, é um gago que trabalha como aliciador de menores para casas de prostituição. Ele encara seu emprego com estóica dedicação, até que conhece Josicleide, menina de oito anos incompletos, mas com um corpinho de seis.
Começa aí uma paixão avassaladora. Obcecado por sua ninfeta – ou ninfetcha, como ele diz - Humberto Humberto leva a menina para a sua casa. Depois de alguns meses de uma felicidade um pouco atormentada, ele passa a ser acossado pela polícia, e foge com a sua musa pelo interior do Ceará, Piauí e Maranhão, numa Variant 72 – é a parte road movie do projeto. A idéia é fazer um cruzamento entre Nabokov, pornochanchada e cinema novo, um filme comercial com denúncia social. Não tem como não dar certo. A Petrobras já se interessou


