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Bento 16 não perde tempo. Ele quer ser um dos papas mais produtivos de todos os tempos. Segundo a BBC Brasil, “em quase três anos de pontificado, o papa Bento 16 fez 563 beatos e 14 santos, totalizando 577 --um terço dos 1.828 nomeados por João Paulo 2° em seus 27 anos no comando da Igreja Católica”. Esse é o papa intelectual, colaborando para aumentar a vasta indústria do obscurantismo e charlatanismo católicos.
Em 2007, Bento 16 visitou o Brasil e participou da canonização de frei Galvão, o primeiro santo 100% brasileiro. O sujeito é tratado como se fosse um gênio filosófico e na verdade vem para cá para sancionar um culto que explora a fé de pessoas ignorantes.
A produtividade elevada parece um sinal de populismo. Muita gente dizia que Bento 16 iria lutar por uma igreja com menos, mas melhores fiéis. Ao fazer do Vaticano uma máquina de beatificações e canonizações, ele mostra uma disposição insuspeita para atender as demandas das bases católicas, que precisam de um beato ou santo para chamar de seu. Enquanto mantém o discurso católico tradicional, obscurantista e anticientífico, condenando as pesquisas com células-tronco embrionárias, Bento 16 também trata de cuidar dos seus currais religiosos. É o pontificado de resultados


