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Quando tenho de trabalhar, às vezes me disperso das mais horrendas formas. Até ler o novo blog do Paulo Henrique Amorim ontem à noite eu li. Ô vocação pra Macunaíma, sô. E o que nunca cansa de me impressionar é o dantocentrismo. O PHA se comporta como alguém em luta contra forças titânicas que só querem o mal do Brasil. E o líder da legião bestial é o Daniel Dantas. E os negócios do DD, portanto, estão ligados a todas as coisas ruins que impedem a redenção do País. Mas peraí. O DD é (ou era/faço questão de não entender o caso mais chato de todos os tempos) dono de uma fração controladora de uma das três telefônicas fixas do país (tá tudo errado, talvez, mas finjam que a história é mais ou menos essa). É um negócio de centenas de milhões de dólares, quiçá um punhado de bilhões. OK, mas o PIB é 1,4 tri. Como é que podem o DD e seus negócios, esta briguinha chata por uma companhia telefônica, estarem no centro das questões mais candentes e cruciais da nacionalidade? E a indústria automobilística? E a floresta amazônica? E o tropicalismo? E a Vale do Rio Doce, a Petrobrás? E o samba? O jogo do bicho? A Daslu? São Paulo Fashion Week? Litoral do Ceará? Bumba-meu-Boi? Hospital Alberto Einstein? Flamengo? Cataratas do Iguaçu? Florianópolis? Itaipu? Cozinha baiana? Duplas Sertanejas? Etc? Como todas estas facetas igualmente relevantes do nosso formoso país se encaixam no grande esquema das coisas encabeçado pelo Daniel Dantas? Aguardo respostas de quem entende do assunto


