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No meu post sobre a Argentina, o Na prática a teoria é outra expressou uma perplexidade que também me angustia: como os argentinos, com o nível educacional que têm, podem votar em quem votam? Carlos Menem? Cristina Kirchner? Os sujeitos ainda não superaram o peronismo!
Outra coisa incompreensível: como a Argentina, com os indicadores educacionais que tem, pode fazer tanta bobagem na economia? Do começo dos anos 90 até 2001, foi a burrada do câmbio fixo. Além de insistir na âncora cambial por muito mais tempo que o Brasil, eles usaram uma modalidade mais radical – o currency board. Nos anos Kirchner, há o descaso com a inflação, os tabelamentos, os impostos sobre exportações, a manipulação dos índices de preços – veja bem, os sujeitos estão roubando a inflação em plena democracia. É coisa de país africano. É claro que a economia brasileira ainda está cheia de problemas, mas o simples fato de nós não roubarmos a inflação dá um sinal claro de quanto estamos à frente do país vizinho. E ainda há no Brasil quem veja a Argentina como modelo econômico.
Mas há algo ainda mais desconcertante: como os argentinos, com o nível educacional que têm, usam aqueles cabelos? Buenos Aires é a capital mundial do mullet. Todo argentino tem, teve ou terá cabelo comprido, independentemente de idade, cor e classe social. Como uma cobra que periodicamente troca de pele, o argentino periodicamente deixa o cabelo crescer, quase sempre com o uso de mullets. Em Puerto Madero, eu vi vários molequinhos com menos de cinco anos com cabelos compridos, andando com seus pais portadores de mullets. No hotel em que eu fiquei, o gerente, de uns 65 anos, tinha mullets discretos, na medida em que um mullet pode ser discreto. Foi a terceira vez que eu fui a Buenos Aires, e em todas elas eu vi a mesma tragédia capilar


