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Aí, ô gata, num tô defendendo o cara não
Eu já comprovei empiricamente 'n' vezes. Não existe nada pior a fazer se você está numa mesa de bar a fim de comer alguém do que defender o Malan. Evidentemente, 93% das mulheres não sabem quem é Malan, e acham o papo bizarro no mau sentido. As 7% que conhecem ficam enojadas ao descobrir o neoliberal repulsivo que você é.
Bem, vocês de imediato dirão que eu sou o tipo do cara que defende Malan em mesa de bar. Eu negarei, negarei com toda a veemência de que minha alma cansada é capaz. De qualquer maneira, eu já ouvi milhares de vezes o nosso ex-ministro da Fazenda ser acusado de fazer "terrorismo eleitoral" durante a campanha presidencial de 2002, quando disse que o programa econômico petista pré-Carta ao Povo Brasileiro (que a Veja em raro momento de ironia feliz observou que deveria se chamar 'Carta ao Mercado Financeiro') estava deixando os mercados em pânico, e era a razão por trás da tenebrosa fuga de capitais sofrida pelo Brasil na época.
Pois agora o correspondente Ricardo Balthazar, do Valor, confirma que Malan dizia a verdade, em reportagem sobre transcrições das reuniões de diretoria do Federal Reserve (Fed), o Banco Central americano. Não há melhor síntese do sentimentos do mercado financeiro global do que o que vai na cabeça dos diretores máximos do Fed. Na reportagem, Balthazar mostra que o lendário chairman Alan Greenspan e o diretor do importantíssimo Fed regional de Nova York, William McDonough, estavam super-preocupados com a vitória de Lula e temiam um contágio de pânico financeiro América Latina afora.
Agora presta atenção, gatinha, o último CD do Seu Jorge é coisa de gênio, sacô
(este post é extensão de um comentário meu no Hermenauta)


