« Paim, o flagelo dos deuses | Main | Haja saco! »
Vejam os três post antes deste. Os dois primeiros (em ordem de postagem), que tratam de uma questão interessante, mas, digamos, não-crucial para futuro do Brasil, o infanticídio indígena, já têm quase 100 comentários. O último (ou penúltimo, se contarmos este aqui), com apenas dois comentários, trata de um projeto, já aprovado pelo Senado, de autoria de Paulo "Flagelo dos Deuses" Paim que, se vier a ser implementado algum dia, é o equivalente fiscal de um bombardeio maciço de todo o território nacional com bombas de hidrogênio e nitrogênio, seguido de um meticuloso salgamento de cada centímetro quadrado dos nossos 8 milhões de quilômetros igualmente quadrados. Num punhado de décadas, tudo o que restaria do País seria um plaquinha em algum lugar do planalto central onde se leria "território abandonado por inviabilização institucional - considere-se inviabilizado se estiver em qualquer ponto do ex-território nacional brasileiro".
Tudo bem, me dizem, o Lula vai vetar. Mas, ainda assim, trata-se do Senado Federal, votando por unanimidade, em raro momento de situação e oposição de mãozinhas dadas, o apocalipse fiscal. Isto para você não é um escândalo?
Tudo bem II, Previdência é o segundo assunto mais chato que existe, depois da guerra da Teles, mas tanto no segundo caso quanto muito mais no primeiro, estamos falando de coisas sérias demais para serem ignoradas (e a luta da nossa brava Janaína mostra por que não devemos ignorar assuntos áridos e complicados).
Ok, agora vou pra praia
PS: Parafraseando Tim Maia, eu não fumo nem cheiro, só exagero um pouquinho (mas o espírito da coisa está na medida certa)


