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Do Brasil para o mundo
Parece que o governo vai mesmo lançar um fundo soberano. O objetivo principal é permitir que o BNDES financie empresas brasileiras no exterior. Acho uma péssima idéia. Será mais um subsídio para empresas privadas. Mas, já que o negócio deve sair mesmo, eu vou pleitear uma graninha desse fundo para um projeto que amadureci na semana que passei em Buenos Aires: a Biscateria, uma cadeia de puteiros que funcionará no exterior com mão-de-obra exclusivamente brasileira.
Será o primeiro projeto do Torre fora do país. Nós vamos começar pela América Latina e depois invadir a Europa e o Japão. A idéia é simples: aproveitar as nossas vantagens comparativas nesse terreno e ampliar ainda mais esse fluxo de dólares para o país, num momento em que as contas externas se deterioram rapidamente.
Um argumento de peso para convencer o comitê de crédito do BNDES é que, ao contrário do que fazem os importadores de prostitutas brasileiras no exterior, a Biscateria se comprometerá a respeitar todos os direitos de suas funcionárias. A questão é que é bem possível que um projeto ousado como esse não receba recursos do fundo soberano. Tudo indica que a grana irá para as mãos mãos de empresas que já contam com acesso a dinheiro barato no exterior. Mesmo assim, não desistirei tão facilmente da Biscateria. Se o BNDES não apoiar, vou tentar uma parceria com Oscar Maroni. Pelo menos no fornecimento da mão-de-obra ele pode ajudar


