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agosto 30, 2008
The dark side of Obama
agosto 26, 2008
Getúlio Vargas
"Imagine se Lula chamasse o irmão Vavá para cuidar da sua segurança. Vavá chamaria 80 companheiros de São Bernardo para ficarem comendo e dormindo no Palácio do Planalto, fortemente armados. O dinheiro não viria do erário, mas de uma vaquinha organizada pelo presidente da CNI, o deputado Armando Monteiro. Agora, que tal se o chefe deste grupo, um cara como o Freud Godoy, comprasse uma fazenda do Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, com um empréstimo do Banco do Brasil e tendo o Luiz Marinho como avalista? E o que aconteceria se o empréstimo não fosse pago, o aval não fosse honrado e o Banco do Brasil deixasse tudo por isso mesmo? Para completar, a cereja do bolo: A dupla Freud &Vavá mandaria matar um jornalista polêmico que estivesse denunciando tudo isso, alguém assim como o Diogo Mainardi. E Lula falaria que não sabia de nada.
Toda esta situação hipotética retrata o que se convencionou chamar de 'mar de lama', a crise que se abateu no agosto de 1954 no Rio de Janeiro e levou o presidente Getúlio Vargas à morte. Será ainda necessário argumentar que , com toda a sua cota de escândalos, o governo Lula nem longinquamente se aproximou do grau de podridão que cercava o poder em 54? Aliás: nem Lula, nem Collor, nem Nixon na crise de Watergate. É difícil conceber algo tão escandaloso fazendo cortes tanto no tempo quanto no espaço.
Getúlio Vargas foi um presidente que, em sua fase ditatorial, montou a estratégia que tornou o Brasil a economia mais importante da América Latina. E , em seu governo democrático, permitiu que o operariado urbano pela primeira vez se sentisse cidadão no País. Mas em 1954 nosso maior estadista não estava caindo por isso. Ou não apenas por isso. Estava sendo enxotado do poder por ter se cercado de uma quadrilha de assassinos e contrabandistas formada por sua própria família. O mar de lama não era uma calúnia da UDN moralista. Mas o suicídio e a carta testamento apagaram tudo isso. Consagraram o 24 de agosto como uma epifania, um momento eucarístico, em que o homem que foi escravo do povo se imolava em seu sacrifício, para que o povo não fosse mais escravo de ninguém. O tiro de Getúlio não apenas o retirou da vida e o colocou na história. Mas, de maneira magistral, deu um drible nos fatos e reescreveu seu próprio governo.”
O texto é de um amigo meu, que se define como um "getulista com senso crítico". Como eu sou antigetulista, nós discutimos bastante sobre o assunto. A minha alergia a Getúlio se deve principalmente ao fato de que ele foi um ditador. Muita gente que o admira passa por cima disso, por considerar que ele foi o responsável pela transição do Brasil rural para o Brasil urbano e por ter outorgado direitos importantes aos trabalhadores.
Acho que essas conquistas poderiam perfeitamente ser obtidas sem que fosse necessário o país passar por uma ditadura. Como eu escrevi neste post (autocitação é o fim da picada, eu sei, mas vamos lá), "mudanças estruturais mais profundas estavam em curso no país quando Getúlio Vargas assumiu o poder. Se ele comandou essa transição do Brasil agrícola para o Brasil urbano, isso só foi possível porque as condições históricas e econômicas assim o permitiram. Não quero, com isso, subestimar a importância do indivíduo na História, mas me parece claro que as mudanças promovidas por Getúlio Vargas foram possibilitadas pelo contexto histórico e econômico." Acho que era de se esperar que, nos anos 30, a legislação começasse a contemplar os direitos dos trabalhadores – não me parece que uma ditadura fosse indispensável para que isso ocorresse, por mais que eu saiba que exercícios contrafactuais são ociosos.
Por tudo isso, eu sempre tive dificuldade em ver em Getúlio o nosso maior estadista. Agora o meu amigo, que conhece bem a História do Brasil, diz que a extensão da podridão do governo de Getúlio foi enorme, bem maior do que eu, antigetulista, imaginava. O suicídio e a carta testamento deram um toque de dramaticidade e sacrifício a um ex-ditador que fez um governo corrupto. Como o meu amigo bem notou, Getúlio Vargas “deu um drible nos fatos e reescreveu o seu próprio governo”. Saiu como herói, e conseguiu influenciar de modo decisivo e raro a avaliação da história sobre ele e o seu governo. A questão é que isso não torna o seu governo menos corrupto, e nem o seu passado menos ditatorial. Cinqüenta e quatro anos após a sua morte, está mais do que na hora de se rever o mito, em grande parte construído pelo próprio Getúlio
"Imagine se Lula chamasse o irmão Vavá para cuidar da sua segurança. Vavá chamaria 80 companheiros de São Bernardo para ficarem comendo e dormindo no Palácio do Planalto, fortemente armados. O dinheiro não viria do erário, mas de uma vaquinha organizada pelo presidente da CNI, o deputado Armando Monteiro. Agora, que tal se o chefe deste grupo, um cara como o Freud Godoy, comprasse uma fazenda do Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, com um empréstimo do Banco do Brasil e tendo o Luiz Marinho como avalista? E o que aconteceria se o empréstimo não fosse pago, o aval não fosse honrado e o Banco do Brasil deixasse tudo por isso mesmo? Para completar, a cereja do bolo: A dupla Freud &Vavá mandaria matar um jornalista polêmico que estivesse denunciando tudo isso, alguém assim como o Diogo Mainardi. E Lula falaria que não sabia de nada.
Toda esta situação hipotética retrata o que se convencionou chamar de 'mar de lama', a crise que se abateu no agosto de 1954 no Rio de Janeiro e levou o presidente Getúlio Vargas à morte. Será ainda necessário argumentar que , com toda a sua cota de escândalos, o governo Lula nem longinquamente se aproximou do grau de podridão que cercava o poder em 54? Aliás: nem Lula, nem Collor, nem Nixon na crise de Watergate. É difícil conceber algo tão escandaloso fazendo cortes tanto no tempo quanto no espaço.
Getúlio Vargas foi um presidente que, em sua fase ditatorial, montou a estratégia que tornou o Brasil a economia mais importante da América Latina. E , em seu governo democrático, permitiu que o operariado urbano pela primeira vez se sentisse cidadão no País. Mas em 1954 nosso maior estadista não estava caindo por isso. Ou não apenas por isso. Estava sendo enxotado do poder por ter se cercado de uma quadrilha de assassinos e contrabandistas formada por sua própria família. O mar de lama não era uma calúnia da UDN moralista. Mas o suicídio e a carta testamento apagaram tudo isso. Consagraram o 24 de agosto como uma epifania, um momento eucarístico, em que o homem que foi escravo do povo se imolava em seu sacrifício, para que o povo não fosse mais escravo de ninguém. O tiro de Getúlio não apenas o retirou da vida e o colocou na história. Mas, de maneira magistral, deu um drible nos fatos e reescreveu seu próprio governo.”
O texto é de um amigo meu, que se define como um "getulista com senso crítico". Como eu sou antigetulista, nós discutimos bastante sobre o assunto. A minha alergia a Getúlio se deve principalmente ao fato de que ele foi um ditador. Muita gente que o admira passa por cima disso, por considerar que ele foi o responsável pela transição do Brasil rural para o Brasil urbano e por ter outorgado direitos importantes aos trabalhadores.
Acho que essas conquistas poderiam perfeitamente ser obtidas sem que fosse necessário o país passar por uma ditadura. Como eu escrevi neste post (autocitação é o fim da picada, eu sei, mas vamos lá), "mudanças estruturais mais profundas estavam em curso no país quando Getúlio Vargas assumiu o poder. Se ele comandou essa transição do Brasil agrícola para o Brasil urbano, isso só foi possível porque as condições históricas e econômicas assim o permitiram. Não quero, com isso, subestimar a importância do indivíduo na História, mas me parece claro que as mudanças promovidas por Getúlio Vargas foram possibilitadas pelo contexto histórico e econômico." Acho que era de se esperar que, nos anos 30, a legislação começasse a contemplar os direitos dos trabalhadores – não me parece que uma ditadura fosse indispensável para que isso ocorresse, por mais que eu saiba que exercícios contrafactuais são ociosos.
Por tudo isso, eu sempre tive dificuldade em ver em Getúlio o nosso maior estadista. Agora o meu amigo, que conhece bem a História do Brasil, diz que a extensão da podridão do governo de Getúlio foi enorme, bem maior do que eu, antigetulista, imaginava. O suicídio e a carta testamento deram um toque de dramaticidade e sacrifício a um ex-ditador que fez um governo corrupto. Como o meu amigo bem notou, Getúlio Vargas “deu um drible nos fatos e reescreveu o seu próprio governo”. Saiu como herói, e conseguiu influenciar de modo decisivo e raro a avaliação da história sobre ele e o seu governo. A questão é que isso não torna o seu governo menos corrupto, e nem o seu passado menos ditatorial. Cinqüenta e quatro anos após a sua morte, está mais do que na hora de se rever o mito, em grande parte construído pelo próprio Getúlio
agosto 22, 2008
Olímpicas

Cabo-de-guerra, bons tempos que não voltam mais
Eu vi ontem o final da marcha atlética masculina, na prova de 50 km. Como é que alguém considera aquilo esporte? Parece que a modalidade foi criada pelo Ministry of Silly Walks, do Monty Python. É antinatural. É feio. É ridículo. Todo pai deveria dar um cascudo no filho que decidisse praticar a marcha atlética.
***
Bicicross virou esporte olímpico. Qualquer coisa vira esporte olímpico. Em 2016, é bem provável que cuspe à distância, queimada, pega-pega e par ou ímpar façam parte da Olimpíada. Talvez seja uma boa para o Brasil – quem sabe o país consegue uma medalhinha numa dessas modalidades?
***
O COI, aliás, é injusto. Uma palhaçada como bicicross vira esporte olímpico, mas uma modalidade importante como o cabo-de-guerra está fora dos jogos desde 1920. Começo aqui uma campanha pela volta do cabo-de-guerra. A equipe brasileira, claro, ficará na melhor das hipóteses com o bronze, declarando que só estar ali já é uma vitória.
***
Poucas coisas são mais irritantes do que as declarações dos brasileiros de que só estar ali já é uma vitória. Olimpíada é esporte de alta competição. É darwinismo esportivo. Não é obrigatório ganhar, é claro, mas tem que entrar para ganhar. Se acha que o importante é competir, que o sujeito participe da corrida da primavera ou corra a São Silvestre vestido de girafa

Cabo-de-guerra, bons tempos que não voltam mais
Eu vi ontem o final da marcha atlética masculina, na prova de 50 km. Como é que alguém considera aquilo esporte? Parece que a modalidade foi criada pelo Ministry of Silly Walks, do Monty Python. É antinatural. É feio. É ridículo. Todo pai deveria dar um cascudo no filho que decidisse praticar a marcha atlética.
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Bicicross virou esporte olímpico. Qualquer coisa vira esporte olímpico. Em 2016, é bem provável que cuspe à distância, queimada, pega-pega e par ou ímpar façam parte da Olimpíada. Talvez seja uma boa para o Brasil – quem sabe o país consegue uma medalhinha numa dessas modalidades?
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O COI, aliás, é injusto. Uma palhaçada como bicicross vira esporte olímpico, mas uma modalidade importante como o cabo-de-guerra está fora dos jogos desde 1920. Começo aqui uma campanha pela volta do cabo-de-guerra. A equipe brasileira, claro, ficará na melhor das hipóteses com o bronze, declarando que só estar ali já é uma vitória.
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Poucas coisas são mais irritantes do que as declarações dos brasileiros de que só estar ali já é uma vitória. Olimpíada é esporte de alta competição. É darwinismo esportivo. Não é obrigatório ganhar, é claro, mas tem que entrar para ganhar. Se acha que o importante é competir, que o sujeito participe da corrida da primavera ou corra a São Silvestre vestido de girafa
agosto 08, 2008
Dicionário econômico brasileiro
Classe média - Bando de gente fã de música ruim e de novela que, em qualquer país decente, seria considerada pobre
Classe média - Bando de gente fã de música ruim e de novela que, em qualquer país decente, seria considerada pobre
agosto 06, 2008
Grandes parcerias
Na Livraria da Vila, eu descubro que Simone e Zélia Duncan lançaram um disco juntas, chamado Amigo é casa. O troço é a gravação de um show ocorrido no Parque do Ibirapuera. Horrorizado, me dou conta de que há pessoas que vão assistir Simone e Zélia Duncan cantarem ao vivo e outras que compram o CD das duas. Imagino o sujeito em casa ou no carro, ouvindo o CD e pensando:
- Mas essa Simone canta bem mesmo, não? Eu gosto dela desde o tempo de Eu tô que tô.
- Não é que essa música ficou ótima na voz da Zélia Duncan?
- Ficou muito boa essa dupla. Acho que, para melhorar, só se elas convidarem a Ana Carolina para o próximo show.
Inspirado pelo disco de Simone e Zélia Duncan e pelo princípio estético de que o povo gosta de pão com merda, de preferência com pouco pão, idealizei um projeto musical que certamente fará sucesso no Brasil: promover shows e lançar uma coleção de discos com as piores duplas possíveis da história da música brasileira. Imagine o público que haveria para um encontro entre Oswaldo Montenegro e Guilherme Arantes? Terra Planeta Água e Condor já despontam como prováveis “músicas de trabalho” para tocar no rádio. Fagner e Elba Ramalho, se é que já não gravaram juntos, também seriam uma dupla de respeito, ao combinar a gralha do Nordeste com o sujeito da voz que parece o grito do porco no momento da castração.
O problema é que talvez essa idéia já tenha sido adotada no Brasil. No sábado, no Multishow, eu vi um clipe em que NX Zero e Pitty cantam juntos. Aliás, o potencial do projeto Piores Parcerias talvez seja ainda maior no rock nacional do que na MPB. Embora seja difícil rivalizar com NX Zero e Pitty, acho que CPM 22 e Detonautas poderiam dar conta do recado, assim como Charlie Brown Jr. e Natiruts. Eu não sou saudosista e não levo rock nacional a sério, mas, perto dessas bandas de hoje, os grupos da época da minha adolescência pareciam formados por músicos sofisticados e poetas refinados. Como disse um amigo meu quando compáravamos a nova geração de debilóides com a geração dos anos 80, Renato Russo não era nenhum Rimbaud, mas pelo menos sabia quem foi Rimbaud
Na Livraria da Vila, eu descubro que Simone e Zélia Duncan lançaram um disco juntas, chamado Amigo é casa. O troço é a gravação de um show ocorrido no Parque do Ibirapuera. Horrorizado, me dou conta de que há pessoas que vão assistir Simone e Zélia Duncan cantarem ao vivo e outras que compram o CD das duas. Imagino o sujeito em casa ou no carro, ouvindo o CD e pensando:
- Mas essa Simone canta bem mesmo, não? Eu gosto dela desde o tempo de Eu tô que tô.
- Não é que essa música ficou ótima na voz da Zélia Duncan?
- Ficou muito boa essa dupla. Acho que, para melhorar, só se elas convidarem a Ana Carolina para o próximo show.
Inspirado pelo disco de Simone e Zélia Duncan e pelo princípio estético de que o povo gosta de pão com merda, de preferência com pouco pão, idealizei um projeto musical que certamente fará sucesso no Brasil: promover shows e lançar uma coleção de discos com as piores duplas possíveis da história da música brasileira. Imagine o público que haveria para um encontro entre Oswaldo Montenegro e Guilherme Arantes? Terra Planeta Água e Condor já despontam como prováveis “músicas de trabalho” para tocar no rádio. Fagner e Elba Ramalho, se é que já não gravaram juntos, também seriam uma dupla de respeito, ao combinar a gralha do Nordeste com o sujeito da voz que parece o grito do porco no momento da castração.
O problema é que talvez essa idéia já tenha sido adotada no Brasil. No sábado, no Multishow, eu vi um clipe em que NX Zero e Pitty cantam juntos. Aliás, o potencial do projeto Piores Parcerias talvez seja ainda maior no rock nacional do que na MPB. Embora seja difícil rivalizar com NX Zero e Pitty, acho que CPM 22 e Detonautas poderiam dar conta do recado, assim como Charlie Brown Jr. e Natiruts. Eu não sou saudosista e não levo rock nacional a sério, mas, perto dessas bandas de hoje, os grupos da época da minha adolescência pareciam formados por músicos sofisticados e poetas refinados. Como disse um amigo meu quando compáravamos a nova geração de debilóides com a geração dos anos 80, Renato Russo não era nenhum Rimbaud, mas pelo menos sabia quem foi Rimbaud
agosto 01, 2008
Missão Conhaque Dreher
É difícil a vida do McCain. Se ganhar vira o estraga-prazeres que impediu a grande catarse histórica da chegada de um negro ao cargo mais poderoso do mundo (até eu vou ficar um pouco chateado com ele). Vai ter que iniciar o discurso de posse pedindo desculpas, no mínimo. Que dureza
É difícil a vida do McCain. Se ganhar vira o estraga-prazeres que impediu a grande catarse histórica da chegada de um negro ao cargo mais poderoso do mundo (até eu vou ficar um pouco chateado com ele). Vai ter que iniciar o discurso de posse pedindo desculpas, no mínimo. Que dureza



Eu já acho que um não-pilantra não tem nada que se meter em política. Mesmo. Sério. Estou convencido, como gosta de dizer o Guia Genial, que políticos honestos e decentes, caso existissem, além de chatos, seriam muito perigosos. Bom-mocismo sobe à cabeça, turva a visão, embaralha os instintos.
O bom político é pilantra, mas não pode ser qualquer pilantra. Tem que ter classe (lato sensu, por favor) e bom-senso. Tem que estabelecer limites quando tudo se abre e é permitido. E no fundo d’alma tem que ter algum idealismo bocó, que ele ou ela mesmos encaram como um talismã – graças a esta vaga capacidade de fazer vibrar notas de emoção coletiva, cria-se um modus vivendi, confortável e pleno de benesses para os que sabem jogar o jogo direitinho.
Dois filmes americanos capturam muito bem esta mistura de picaretagem, idealismo e carisma popularesco que é a essência da melhor política (não que seja grande coisa, mas política nunca vai além disso). Um é aquele sobre o Clinton e a Hillary, Primary Colors, com a Emma Thompson e o Travolta. Outro é este filme recente sobre a intervenção americana no Afeganistão, com o Tom Hanks e o Philip Seymour Hoffman, Jogos de Poder no Brasil, Charlies’ Wilson War no original. O filme do Clinton é melhor.
Esse rapaz, o Obama, me preocupa. Onde é que ele esconde a pilantragem? Para lidar com um Putin, tem que seguir aquela máxima do pai do meu amigo que melhor brigava: “Em porrada na praia, a primeira coisa é jogar areia no olho”. Mas algo me diz, diante da sua carreira meteórica (mas meteoros caem do ponto de vista terráqueo – sempre tive problemas com esta metáfora), que o nosso bom Obama é uma grandecíssimo (sic) fdp. Há esperança