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Cabo-de-guerra, bons tempos que não voltam mais
Eu vi ontem o final da marcha atlética masculina, na prova de 50 km. Como é que alguém considera aquilo esporte? Parece que a modalidade foi criada pelo Ministry of Silly Walks, do Monty Python. É antinatural. É feio. É ridículo. Todo pai deveria dar um cascudo no filho que decidisse praticar a marcha atlética.
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Bicicross virou esporte olímpico. Qualquer coisa vira esporte olímpico. Em 2016, é bem provável que cuspe à distância, queimada, pega-pega e par ou ímpar façam parte da Olimpíada. Talvez seja uma boa para o Brasil – quem sabe o país consegue uma medalhinha numa dessas modalidades?
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O COI, aliás, é injusto. Uma palhaçada como bicicross vira esporte olímpico, mas uma modalidade importante como o cabo-de-guerra está fora dos jogos desde 1920. Começo aqui uma campanha pela volta do cabo-de-guerra. A equipe brasileira, claro, ficará na melhor das hipóteses com o bronze, declarando que só estar ali já é uma vitória.
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Poucas coisas são mais irritantes do que as declarações dos brasileiros de que só estar ali já é uma vitória. Olimpíada é esporte de alta competição. É darwinismo esportivo. Não é obrigatório ganhar, é claro, mas tem que entrar para ganhar. Se acha que o importante é competir, que o sujeito participe da corrida da primavera ou corra a São Silvestre vestido de girafa


